Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

* Só a mim é que me acontecem coisas destas!!! *

Uma da tarde, hora de engolir o almoço o mais rapidamente possível.

 

Vou a correr para o wc para lavar as dentolas, pego na escova de dentes que se me escapa dos dedose vejo-a a

ro-do-pi-ar len-ta-men-te

pelos ares e aterrar dentro.... da sanita!

 

Vá lá que foi o cabo que ficou imerso na água...

 

(A desgraçada foi afogada em lixivia para matar a possível bicheza... mas acabou no lixo!)

toothbrush.jpg

 

 

Que dia enguiçado!

Estava desesperada para chegar a casa, ao conforto do lar. Hoje parecia uma sexta-feira, uma sexta-feira treze, um dia daqueles em que não devíamos MESMO pôr um pé fora da cama. E mesmo assim, não sei.

 

Hoje foi dia daquela escola, por isso, tenho de atravessar Lisboa de uma ponta à outra. A greve não me ia afectar porque não entrei à hora de ponta matinal e nem precisava do Metro para lá chegar. Supostamente, seria um dia regular, sem ocorrências extraordinárias. Mas eu disse supostamente...

 

Saí de casa mais cedo uns minutos do que aquilo que é necessário. Desci a rua e esperei que o sinal ficasse verde para os peões. Enquanto aguardava vejo passar um autocarro... dois autocarros... três autocarros... quatros autocarros...! Pronto, estou tramada! Agoara quantas horas vou ficar à seca, se já passaram todos os autocarros que costumam passar a esta hora, mas espaçados de cinco em cinco minutos? Mas até que a espera não fui muito má porque lá apareceu outro, desgarrado.

 

Chego à paragem do meu segundo autocarro e vejo montes de gente. Estranhei mas pensei que fosse devido à greve, apesar da hora.  Começam a passar, 10 minutos, 20 minutos, 30 minutos... e eu a dizer mal da minha vida. Não passava nem o meu autocarro nem outro qualquer! Mas que raio, o que passa?! Nada mais nada menos do que um choque de automóveis entre duas abéculas, que ainda por cima não se entendiam, numa rua onde só há um sentido de trânsito e estava tudo engarrafado! Fokas!

 

Com um grande milagre, porque o último semáforo esteve do meu lado, consegui apanhar o meu terceiro autocarro e chegar à escola com cerca de 10 minutos de antecedência. Engoli o meu almoço (lembram-se que as gajas não me dão almoço?) e comecei a minha jornada.

 

Saí à hora de sempre e apanhei o autocarro de sempre. Entro, sento-me e assim que passamos a paragem a seguir à minha... PUUUUUMMMMMM! O autocarro é obrigado a fazer uma travagem brusquíssima! Um filho da p* não respeitou a sinalização e atravessou-se à frente do autocarro. O motorista teve de optar: ou batia no carro e matava o gajo ou travava bruscamente e sofria as consequências. Eu fui bater no banco da frente e as minhas coisas foram parar ao chão. Mas isto não foi nada, o grave foi um velhote que bateu com a cara nos bancos da frente e desatou a escorrer sangue do nariz e um outro que se ia sentar e com a deslocação da travagem, foi embater com a cabeça com toda a força no tablier do motorista e ficou ali estendido no chão.

 

Não vos digo a camada de nervos que apanhei. O INEM nunca mais chegava, e o filho da p* que provocou o acidente, para não arcar com as consequências da m**da que fez, pisgou-se a toda a velocidade. Mas lixou-se porque o motorista tirou a matricula.

 

Acidentados tratados, outro autocarro apanhado e lá vim eu para casa com uma "bola" no estômago para casa. Não me lembro de ter desejado tanto de chegar a casa rapidamente. Transportes públicos... bah!

Monday.

 

As segundas-feiras deviam ser abolidas da semana. Ponto final. Podiam transformá-las em mais um dia do fim-de-semana (decerto ninguém se importaria), num feriado semanal, ou noutra coisa qualquer… mas que devia ser um dia a ser suprimido, devia!

 

Acordei a sentir-me um zombie, depois de uma noite de insónia terrível. Tive esperança que o despertador tivesse adormecido mas, como sempre, foi pontual e estridente.

Quando coloquei um pé fora da porta de casa, levei com uns salpicos em cima. “Mau, chuva não dá muito jeito”, sussurrei aos meus botões enquanto olhava os céus, para ver se algum deus se encontrava por lá para meter a cunha ao São Pedro.

 

Após engolir o meu café-despertador matinal, entrei no colégio para organizar os putos e arrumar as tralhas. Nem sonhava eu o que iria acontecer.

Já todas as crianças estavam a postos e impacientes para se enfiar no autocarro e ir para a beach e autocarro… nada!

 

Os autocarros das outras turmas partiram todos contentes cheios de agitação enquanto nós… nos sentámos nas escadas da entrada com os olhos postos no fundo da rua, desejando fervorosamente que viesse. Depois do pedido de desculpas e da justificação de se ter “perdido”, lá partimos nós com 1 hora de atraso, profes e auxiliares furibundas e putos endiabrados. Até uma menina do 1º ano me disse “ó teacher os senhores deviam ser mais responsáveis e deviam chegar a horas”. Glup!

 

A água do mar estava terrivelmente fria e com fortes ondas. Tantinho que eu gosto de água mas hoje parecia que estávamos a entrar numa arca congeladora. Sinceramente, até me senti uma dourada congelada. Brrr!

 

Chegada a hora de regressar, enfiámo-nos nos autocarros rumo a Lisboa. Ao subir em direcção aos céus, que é como quem diz ao convento, não é que saltou uma roda de um “#$)%/”#/% de um jipe, o que provocou uma paragem geral do trânsito nos dois sentidos?! E a polícia? Qual polícia?! O que é isso?! Ah, devem ter sido uns senhores que pararam lá mas como não tinham sido chamados para o evento, rabiscaram qualquer coisa numa folhitas e deram de frosques…

 

Resultado: uma hora de espera, dois “pilotos” (segundo um menino do 1º ano, lol!) mal-encarados, 2 profes e 2 auxiliares desesperadas e resmas de crianças aflitas para verter águas e aconchegar o estômago.

 

Para terminar o dia maravilhoso, mesmo ao chegar a casa, levei com um “bafo sovacal” capaz de exterminar o pior dos monstros alienígenas. Consegui manter-me consciente até chegar a casa nem sei como.

 

Valia a pena ou não eliminar esta segunda-feira?!

 

Duas em Uma

 

             

 

Chamem-me multifacetada, polivalente, multifunções, pau para toda a obra... Whatever! Mas a verdade é que fui requisitada, recrutada para entrar no  jogo em jeito de substituição de jogador lesionado. Assim... à última da hora!

 

Às vezes o azar de uns é a "sorte" de outros.

Ontem cheguei ao colégio à minha hora normal de iniciar as aulas e o director interpela-me com a pergunta "o que faz durante as manhãs?"

Ocorreu-me tudo menos o motivo real. Pensei que finalmente tivesse mexido nos cordelinhos, pauzinhos e neurónios para erguer as sugestões que eu lhe fiz - e ele aceitou entusiasticamente - para dinamizar o colégio e ganhar uns cobres extra. Mas parece-me que vozes de burros não chegam aos céus...

 

Revelou-me, então, que uma colega minha tinha dado uma queda no WC e que tinha partido três costelas, estando, por isso, incapacitada para dar aulas durante uns tempos.

 

Perguntou se eu "estava habituada a trabalhar com crianças daquela idade". Às vezes o director sai-se com cada uma que até parecem duas! Então esta turma não é minha?!? E já desde o ano passado?!? Ai, ai, ai!!!

 

Ontem foi a "genra" (como carinhosamente chamam à nora do director que anda pra lá a encher chouriços para justificar o ordenado) que substituiu a minha colega, o que não agradou nada à classe dos profes. Receia-se que ela seja uma espécie de espiã ao dispôr de sua majestade, o director. A ela falta-lhe um pouco de simpatia para que conquiste os outros e mesmo que não seja persona non grata, passou a sê-lo!

O consenso geral é que a "genra" não deve fazer estas substituições porque nem se quer é professora.

 

Voltei a levantar-me cedo para poder estar no colégio a horas e começar a aula. Devo dizer-vos que, apesar dos miúdos terem ficado decepcionados porque pensaram que iam ter inglês, as coisas correram muitíssimo bem!

Trabalharam imenso e ainda trabalharam um conto extra, que eles adoraram.

 

A parte hilariante do dia foi a hora do almoço. Já aqui vos disse que a cozinheira é super desagradável e antipática, com aquele ar de quem todos lhe devem e ninguém lhe paga.

Desci com as crianças para o refeitório que aguardaram a sua vez fazendo fila. Após terem entrado todos, eu dirigi-me para a zona da comida e a C. diz-me que tenho de avisar a cozinheira que também ia comer. Perguntei se havia um pratinho de comida, ao que ela coloca comida no prato, estende-me a mão à bruta, como se estivesse a mandar comida a animais com desdém e pergunta-me "isto chega?". É claro que chegava! Mas nem tive coragem de ir buscar sopa ou fruta. Acho que ela ainda me agarrava a mão e me mandava largar o que estava a segurar.

É claro que eu contei o episódio a toda a gente e mais alguém, inclusivamente ao director.

Todos sabem que a cozinheira é assim, mas de vez em quando uns laivos de simpatia não fariam mal a ninguém... digo eu...

Faltou Um Bocadinho Assim...

Sete e meia da manhã.

Local de trabalho city.

Saio da camioneta, espero que ela avance e aproximo-me da passadeira.

Nunca avanço semautorização dos condutores.

Loira dá pára o seu bólide impecável e dá passagem.

Avanço até ao meio da estrada com cautela.

A estrada é muito movimentada e perigosa.

O condutor do lado oposto abranda o seu veículo parame dar passagem também.

Conforme dou um passo em frente,vejo uma carrinha a vir a toda velocidade.

Imaginei logo ali a cena toda.

Um choque traseiro brutal e eu a ser atropelada na passadeira ou a levar com os carros em cima.

O africano que vinha na carrinha em alta velocidade continuou impassível como se nada se tivesse passado.

Comose não tivesse prestes a haver um brutal acidente, como se ultrapassar pela direita não fosse uma infracção. como se não fosse obrigado a dar passagem, como se a estrada tivesse duas faixas naquele lado.

Éo que dá cartas compradas.

Estas cenas típicas de filme de acção a esta hora da manhã é dose, acelera a adrenalina e activa o coração! 

Digam lá que a minha vida não é uma animação?

E não, ainda não foi desta que me passaram a ferro!

 

Ao Pé Coxinho!

 

Há poucos anitos atrás, a minha prima R. casou-se. Obviamente eu fui ao casamento pois ela é minha prima direita.

 

Sempre que vou a algum casamento, o meu visual tem que ser impecável. E neste casamento, eu estava especialmente “chique”. Ia vestida de azul turquesa, com umas calças e um género de túnica com umas flores do mesmo tecido feitas por mim. Fazia lembrar, embora não tivesse nada a ver, um traje indiano. Calcei as minhas belas sandálias azuis claras de salto alto (corri seca e Meca e alguidares de baixo à procura destas sandálias!) que condizem na perfeição com a minha mala de mão bordada a missangas e lantejoulas. Uma preciosidade!

Tinha um penteado altamente como sempre e uma maquilhagem impecável em tons de dourado para ficar o mais natural possível. Manicure e pedicure, igualmente em dourado, a condizer com a maquilhagem.

 

O casamento ocorreu num local que parecia o monte dos vendavais, com umas passadeiras vermelhas ridículas que só serviam para levantar voo e para as pobres velhotas tropeçarem nelas.

Teve o pior catering que alguma vez comi na vida. Mas valeu pela união familiar. Pela presença dos meus tios velhotes e pelos primos todos presentes.

 

Quando me vinha embora com mais alguns familiares, escorreguei na gravilha que forrava o chão daquela quinta e dei uma queda brutal. Fiz uma entorse com fractura no pé esquerdo. Foi horrível a dor e o estalo do osso. Tive de descer a porcaria daquele monte agarrada ao N. e ao meu pai.

Arrancámos para Lisboa, em direcção ao Amadora-Sintra.

Assim que lá cheguei, deram-me logo uma cadeira de rodas e entrei imediatamente. Fui consultada, fiz raio-x e fui engessada até ao joelho.

Agora imaginem-me lá toda fina, muito bem arranjada a entrar assim no hospital. Estava toda a gente a olhar. Ah, só mais um pormenor: quando deia a queda, estava de sapatos rasos pois os de salto alto há muito que já estavam guardados.

A coisa nunca ficou boa, apesar de ter andado 1 mês engessada (tirei o gesso 1 dia antes dos meus anos!) e ter feito imensa fisioterapia.

 

Porque é que eu desfiei aqui todo o rosário desta minha desgraça? Foi só para que compreendessem o que vou dizer agora: desde ontem que não posso colocar o pé esquerdo no chão. Tenho umas dores horrorosas na zona da fractura. Não faço ideia porquê mas tenho. Não torci o pé, não dei jeito nenhum ao pé… só se for do frio…!

Passei uma noite terrível cheia de dores e sem posição para colocar o pé. Tomei medicação, esfreguei a patinha mas… nada! Hoje não fiz muito esforço no pé, vamos lá ver se amanhã está melhor pois tenho montes de coisas para fazer mesmo!

 

Wish me luck for tomorrow! :P

 

Circular é Viver!

 

Começo a ficar assustada, realmente assustada. E chocada com a violência nas estradas. Não sei se se aperceberam da quantidade de acidentes mortais que têm sido divulgados pela imprensa (fora aqueles que acontecem e que desconhecemos). E nesta última semana a quantidade de atropelamentos mortais? É revoltante. Ok, podem alegar que tanto uma coisa como outra pode acontecer a qualquer um de nós. Quer viajemos de carro ou a pé. Mas não deixa de ser chocante e revoltante.

 

Conheço várias pessoas que se transformam em autênticos animais quando entram dentro de um carro. Pessoas que têm a maior calma do mundo mas basta abrir a porta do carro e entrar que sai outra personalidade cá para fora. Tipo Dr. Jekyl e Mr. Hyde.  

E isto tolda-lhes as ideias na hora da condução. Se formos todos assim, o mundo está perdido. É preciso ser racional e ter calma embora seja difícil, reconheço. Desabafemos com uns impropérios gratuitos e umas asneiras cabeludas e deixemos o acelerador e as manobras perigosas de lado.

É que afinal um carro nas mãos pode ser uma arma mortal.

 

Outra coisa que me parece muito óbvia é o aumento de cartas de condução compradas e de cartas cartas de condução que saiem nos bollycaos (antigamente era na farinha amparo). Como tal não conhecem regras de trânsito nem sinais. Desconhecem que as riscas paralelas brancas desenhadas no chão são passadeiras para peões passarem, não para se passar por cima dos peões.

E aquelas luzinhas verde, laranja e amarela, não são efeitos de Natal! São sinais luminosos que se têm de respeitar consoante o código da cor…

 

Aqui na zona há um cigano que julga que é o Schumaker. O que é mais grave é que ele faz autênticos rallies numa zona cheia de escolas e creches.

Ontem fez porcaria. Aqui em casa ouvi um estrondo enorme. Pensei imediatamente que teria sido alguma criança apanhada. Mas não. Não atropelou uma criança mas deu uma batida brutal na traseira de um carro.

Pobre do dono do carro! O carrinho ficou com a traseira toda avariadinha e quando o pôs a funcionar, era uma roda para cada lado e chiadeira até mais não. E vá lá o dono ter saído ileso… não sei como!

Fizeram uma declaração amigável. Mas agora pergunto eu: se o cigano não tem carta, acham que tem seguro no carro? Acham que mesmo sem ter carta nem seguro, se comprometerá a pagar o arranjo do carro? E porque é que não chamaram a polícia? Para não tramarem o cigano ou para o dono do carro não ser tramado?

 

Estava a pensar voltar a conduzir e deixar de ser chulada pelas empresas de transporte e ser chulada pelas gasolineiras. Mas tendo em conta isto tudo acham que ainda vale a pena?

 

Acidente no Supermercado

 

Opa, deixaram-me com a pulga atrás da orelha todo o dia e durante mais uns dias concerteza!

Hoje apanhei a enfermeira trenga-bechigosa. Tratou-me aqui da cratera e depois fez uma observação que me deixou inquieta: “ah, tem aqui uma bolha escura e brilhante... “. O que será? Ocorreu-me tudo. Será uma bola de cristal? Um novo planeta desconhecido da humanidade? Um vulcão prestes a entrar em erupção? Ou ainda, um novo microcosmos em formação? Pois, meus amigos, não vos sei responder. Mas parece que esta bolha já cá anda desde a cirurgia. Mas agora estou preocupada q.b. e intrigada. A enfermeira trenga-bechigosa largou a bomba e depois não adiantou mais conversa nenhuma. Eu bem lhe fiz perguntas mas ela esquivou-se. Trenga!

Andei a perguntar aos meus enfermeiros caseiros se a bolha era novidade. Mas afinal parece que não.

 

Hoje fui atropelada. Não se assustem! Não vale a pena! E não foi grave. Precisava de umas comprinhas aqui para casa e fui ao supermercado. Fiz as minhas comprinhas descansadamente – mas sempre a pensar na bolha -, circulei pelos corredores para ver se não me faltava e nada quando me dirigia para as caixas…ZÁS!!! Fui atropelada! Maldito homem!

Sabem o que é vocês irem muito descansadinhos da vida a caminhar para a caixa, sem sair da vossa faixa de rodagem, vir um gajo por trás e enfaixar um carro nas vossas traseiras? Pois foi assim mesmo. Isto agora é assim: batidela por trás, foge-se à batida e não se arca com as consequências. O raio do homem podia ao menos ter pedido desculpa, não era? Naaaa… custa muito.

Mas eu sei qual foi o motivo do atropelamento: é que a porra do homem queria o meu lugar na fila!!! Queria ultrapassar-me para ficar à minha frente. Sacanóide! Mas não conseguiu aquilo que queria. Tramei-lhe o esquema.

Sabem o que é que aquela abécula merecia que eu lhe tivesse dito? “ Ai querias o meu lugar na fila, querias? Atropelaste-me e nem desculpa pediste? Então agora vais cumprir aquela máxima muito conhecida: quem bate por trás, paga! E agora vais TU pagar as minhas compras para te redimires da tua asneira…” Tinha sido bem dito, não tinha? Mas não disse… Até lhe podia ter pedido uma indemnização à conta da minha cratera. As coisas andam más aqui para estes lados e uns trocos extras sabiam muito bem…